A escola adventista que serviu porco aos alunos

Escrevo esse texto de forma corrida em um fim de tarde, pensativo nas imagens que vi recentemente em uma rede social. Mas isso não é um evento isolado, tenho visto e presenciado essas coisas com mais frequência do que gostaria.

Mas as imagens que você verá neste artigo são claras e mostram o quanto as pessoas ainda estão sendo enganadas. Tão enganadas que muitas vezes quando são confrontadas com a verdade, simplesmente fecham os olhos e tapam os ouvidos.

Um exemplo claro disso é no que um leitor (ou hater) comentou após a leitura do meu artigo 28 Alimentos e produtos com derivados suínos que você pode estar consumindo sem saber (o 25º é o pior). O comentário feito por este leitor pode ser verificado no rodapé do artigo supracitado.

A imagem

A imagem mostra uma linda ação de uma professora de uma escola adventista distribuindo balas para seus alunos. Uma forma de incentivá-los nos estudos.

O que de mau pode acontecer?

Mas, é aí que tu pode me perguntar, “mas Jackson o que de mau pode ter em dar balas para crianças?”

Na verdade muita coisa, e nem vou entrar no quesito do açúcar, ou que nenhuma pessoa deveria dar doces para crianças sem o expresso consentimento dos pais, mesmo que seja um professor, e por diversas razões que não me convém discuti-las agora.

O ponto central do meu questionamento é que esta bala não é uma bala qualquer, é uma bala de gelatina, e a questão é que 99% das balas de gelatina produzidas no Brasil são fabricadas a partir de gelatina suína.

Padrões bíblicos

Por padrões bíblicos os adventistas não consomem carne de porco e muito menos seus subprodutos. A ironia desta história é que ainda que a professora tenha tido uma boa intenção, ela presenteou os seus alunos com um produto que ela jamais colocaria em sua boca ou mesmo daria de presente a alguém.

E infelizmente ninguém está a salvo. A poucos dias eu mesmo acabei falhando em cuidar do tipo de alimento que eu estava ingerindo. No dia em questão eu servi uma farofa pronta em meu prato, farofa esta que uma pessoa de minha família havia comprado e colocado em um pote transparente.

Alguns dias depois vi a embalagem no armário de casa, e estava lá:

“farofa temperada com toucinho de porco”.

Erro de principiante

Era inacreditável que eu havia caído em um erro de principiante. O choque foi tão grande que decidi nunca mais comer farofa pronta comprada por esta pessoa (sendo que o certo mesmo é nem comer farofa pronta).

De fato a intenção da professora foi boa: aliviar a tensão provocada pelas provas. De maneira nenhuma quero aqui julgar a professora ou a escola, pois todos nós cometemos erros e falhamos.

Uma linda atitude

Na verdade eu achei linda a atitude dessa professora, que ama seus alunos e sua profissão. Quem dera se o Brasil tivesse mais professores assim.

Isso poderia ter acontecido com qualquer um, inclusive comigo (e de fato aconteceu, como já mencionado).

Que essa história nos ajude a pesquisar e a buscar conhecimento cada dia mais. Pois a verdade que essa questão (a do porco) levanta é apenas uma migalha da ponta do iceberg de problemas que a indústria alimentícia tenta esconder.

Os fatos estão aí, só basta pesquisar e estudar e não cair no mesmo erro novamente.

  • “Balas são feitas de porcos.” Veja
  • “Sabia que a gelatina da bala é de origem animal?” Revista Encontro
  • “Os fabricantes extraem proteínas da pele e ossos dos animais (porcos) e o resultado viram balas simpáticas.” R7
  • “As balas de gelatina são feitas de pele e cartilagem de porcos.” UOL
  • “Você sabia que a bala de goma pode conter carne de porco?” Ciclo Vivo
  • “A bala de gelatina é feita de cartilagem de porco.” UFMG
  • “Brasileiros consomem gelatina de porco a mais de 20 anos.” Vegazeta

Se quiser uma leitura mais profunda vou te indicar duas coisas importantes: uma é a leitura de meu livro, Saúde em Dose Dupla e a outra é conhecer mais sobre subprodutos suínos presente em alimentos, para isto aconselho-te a leitura de meu artigo: 28 Alimentos e produtos com derivados suínos que você pode estar consumindo sem saber (o 25º é o pior).

About Jackson

Jackson Dias, é biomédico com habilitação em naturopatia e nutricionista na Toxmed Diagnósticos. Ele ajuda pessoas a conquistarem um estilo de vida mais saudável e livre de doenças.

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *